bata numa tigelinha com a ajuda de um garfo, 4 ovos , com sal, pimenta do reino moída na hora e uma chuvinha de farinha de pão.
Ah! Antes disso deite um fio de azeite numa pequena frigideira, coloque um punhado de camarões, que você acabou de temperar com sal e pimenta do reino moída na hora e uma gotinhas de limão, e leve ao lume baixo para soltar a água e rosar. Escorra a água se ainda houver e reserve.
Numa frigideira (as de teflon são a glória nessa hora), deite óleo de sua preferência (canola é tudo na minha vida), não muito (mais do que apenas untada menos do que um dedo, mas a panela tem que estar toda untada por dentro para não grudar!), e leve ao fogo médio. Quando o óleo estiver quente, despeje os ovos batidos e depois distribua os camarões por cima. Bom, essa é uma omelete aberta, que precisa ser virada para ficar igualmente dourada dos dois lados; quem tem omeleteira, massa, mas quem não tem caça com prato mesmo. Sabe onde é que esse princípio costuma dar pau? Na hora de virar quando a massa que fica por cima ainda não encorpou e está líquida. Daí a comadre vai cair na besteira de cobrir a panela com o prato e virar. Vai dar merda, a calda vai escorrer, vai ser um inferno, vai por mim. Sabe qual é o trucão para evitar que isso aconteça? Ir mexendo a panela de maneira que a massa escorra para as bordas da mesma, e se isso não for suficiente, vá fazendo cortes e abrindo fendas na parte de baixo, já firme, para a massa líquida de cima ir escorrendo e se firmando também. Só quando a massa estiver toda firme será seguro virar a omelete com a ajuda de um prato, pegou? Desta forma, vai dar tudo certo, na santa paz, confia!
Bom... virou, é esperar dar uma douradinha no outro lado (faça isso sacudindo a omelete pelo cabo da panela, que por já estar bem quente, vai ser jogo rápido).
Depois é escorregar a omelete para o prato, salpicar ervas frescas (ou não), fazer um deseinho esquema gourmet (a bicha é grã-fina, não esquece) com um melaço, um teriyaki, uma mostarda, uma coisa, e comer linda, loira e japonesa com uma saladinha ou uma cenourinha refogada, como a que Vânia fez aqui, bunda com bunda comigo no fogão, e que tava uma coisa!
Acaba de rolar um drible na minha apatia gastronômica.
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